A Taça do Rei voltou a mostrar porque é uma das competições mais imprevisíveis do futebol europeu. Desta vez, a surpresa veio de um clube do quarto escalão, que conseguiu eliminar uma equipa da La Liga, num daqueles jogos que lembram que, nesta prova, o estatuto pouco importa quando a bola começa a rolar.
O conjunto da La Liga entrou como favorito absoluto, mas encontrou uma equipa humilde, organizada e extremamente motivada. Desde cedo ficou claro que o jogo seria mais difícil do que o esperado. O clube do quarto escalão apresentou uma postura corajosa, pressionando alto, lutando por cada bola e aproveitando ao máximo o fator casa e a energia dos adeptos.
A equipa principal, por sua vez, mostrou dificuldades em impor o seu ritmo. Apesar de ter mais posse de bola e criar algumas situações de perigo, faltou eficácia e intensidade. O adversário, com muito menos recursos, acabou por surpreender ao marcar após um erro defensivo e fechou-se de forma quase perfeita até ao apito final.
Nos minutos finais, a equipa da La Liga tentou tudo: cruzamentos, remates de longe, substituições ofensivas, mas nada foi suficiente para evitar uma eliminação que ficará marcada como uma das maiores surpresas desta edição da Taça do Rei.
Esta derrota reacende o debate sobre a competitividade da prova e a forma como clubes pequenos conseguem ultrapassar a diferença de orçamento e qualidade através de organização, entrega e espírito de equipa. Para o conjunto eliminado, é um duro golpe. Para o clube do quarto escalão, é uma noite histórica que dificilmente será esquecida.





